Ministério Vem Espírito

“Porque Deus que disse; De trevas resplandecerá luz -, ele mesmo resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo”.(II Cor.4.6)

Quanto mais aprendo a me submeter ao Espírito Santo e à Palavra de Deus diariamente, mais tenho convicção de que o grande segredo do desenvolvimento espiritual do cristão, é o seu envolvimento com os poderosos “Gêmeos Inseparáveis”, o Espírito Santo e a Palavra de Deus.

Ser guiado pelo Espírito dentro do entendimento revelado da Palavra de Deus sistematicamente é, sem sombra de dúvida, uma das maiores e mais gratificantes experiências do cristão, porque receberemos entendimento (luz), sobre muitos princípios importantes da Palavra de Deus. E quando esse entendimento surge dentro de nós, é que se inicia o processo da meditação.

Depois que você aprende a empreender por períodos prolongados na oração em línguas, você deve prestar bastante atenção ao seu próprio espírito, porque, em resposta à linguagem sobrenatural de edificação, o Espírito Santo abrirá um glorioso caminho de comunicação com você, de modo que você poderá facilmente ouvi-lO.

Isto porque quando o Espírito Santo deseja iniciar algo em nossas vidas, Ele só poderá fazê-lo com a nossa permissão. Para isso é necessário que Ele construa um fundamento sólido da verdade da Palavra de Deus dentro de nós, em nosso espírito.

Assim, você chegará a textos da Palavra de Deus que jamais imaginou conhecer o seu significado com profundidade e clareza.

E saiba meu irmão, que este será, sem sombra de dúvida, o melhor momento de sua vida. Ou será que existe algo mais importante do que o Rei de todo o Universo falar com você?

Quando Deus começa a falar conosco em razão daqueles espaços que abrimos para Ele através da oração no Espírito, leitura e confissão da Palavra, louvor, adoração, jejum e prática da Palavra, é como se entrássemos numa sala, onde nunca estivemos antes. Não podemos fixar de uma só vez nossos olhos em todos os objetos e móveis que estão dentro daquela sala, mas em um objeto de cada vez. Para só então distinguir tudo o que está dentro daquela sala. Se passarmos a visitar aquele recinto com freqüência, poderemos mesmo longe dali, descrever tudo o que se encontra em seu interior.

Em se tratando dos princípios que governam o Reino de Deus, eles só ficarão claros e nítidos ao nosso entendimento, na medida que permitirmos que o Espírito Santo nos conduza a cada “compartimento” da verdade. E ao sermos guiados para esses compartimentos, devemos nos deixar acompanhar de absoluta diligência, no sentido de aprendermos tudo o que o Espírito Santo deseja nos ensinar a respeito do assunto. E se assim não for, certamente o diabo alcançará vantagem sobre nós, pois meias-verdades é sua arma predileta.

Ao adentrarmos um mundo totalmente novo com leis e princípios bem deferentes daqueles que aprendemos, tanto na Igreja quanto em nossa sociedade, podemos encontrar certa dificuldade em compreendê-los de imediato, mas não se preocupe, pois você será reconduzido reiteradas vezes àquele lugar de sabedoria e entendimento eternos, até que  você conheça de fato o que tudo aquilo significa.

Sendo assim, com amor e longanimidade, o Espírito Santo, como nosso mestre, vai nos mostrando “móvel após móvel”, “objeto após objeto”, “quadro após quadro, daquela “sala”, até que Ele possa completar dentro de nós uma definição melhor da verdade que tanto deseja nos ensinar. E é precisamente aquela verdade é quem vai nos libertar. Tomemos como exemplo a verdade sobre o dinheiro, visto sob a ótica de Deus.

Há muito que o Espírito de Deus vem procurando fazer o provo de Deus prosperar, ensinando esse principio aos pastores e mestres da Palavra de Deus para que tanto Eles quanto o povo sejam libertados, para que os recursos financeiros possam ser utilizados e toda a terra possa ouvir o glorioso Evangelho. Mas infelizmente muitos não crêem na prosperidade para o povo de Deus e outros se entusiasmaram com a possibilidade de se enriquecerem, e assim, a maioria deles não permitiu que Ele mostrasse outros aspectos - igualmente importantes - dessa bendita verdade, e o diabo tem distorcido a verdade e confundido e escandalizando muita gente.

É sempre muito triste quando permitimos ao inimigo pisar, ridicularizar e escarnecer de um princípio da Palavra de Deus por falta de temor daqueles que deveriam dar o exemplo.

Assim, um número excessivo de cristãos fechou os seus corações para esse importante assunto, simplesmente porque muitos pastores não foram diligentes para ouvir tudo o que o Espírito de Deus estava procurando nos ensinar nesse sentido. Falar em prosperidade em certos círculos cristãos é tratar de um assunto desgastado e que, infelizmente, caiu em descrédito.

Tudo aconteceu porque alguns líderes cristãos foram conduzidos até à “sala de entendimento” sobre o assunto, porém, conforme temos percebido pelo exagero e ostentação com que tratam o assunto, tudo o que sabem fazer é pedir dinheiro, usando meias verdades com promessas de enriquecimento dos fiéis.

Quando fui “levado” pelo Espírito à “sala do conhecimento da prosperidade”, como Ele tem feito com muitos, eu também não vi tudo de uma só vez. Porém, assim que enxerguei naquela “sala”, a possibilidade de prosperar, por causa de minha fé, o Espírito me disse: “Vai para a rua Eurípedes”. Em poucos minutos, enquanto eu observava todas aquela agitação e correria das pessoas que iam e vinham, Ele me perguntou: “O que é a VIDA?”. Isso estava acontecendo enquanto eu, ao contrário de toda aquela agitação, gozava de uma indescritível paz em minha mente e emoções, pois acabara de sair de um longo período de oração e jejum. E com nitidez e clareza incríveis, eu podia ouví-lO.

A vida planejada por Deus não inclui toda essa correria que estamos acostumados, porque A VIDA É CRISTO! Em outras palavras, a felicidade, o prazer, a alegria de viver no presente, é Cristo! E mais, se alguém quer viver livre das turbulências em razão de erros que cometeu no passado, e com perspectivas para o futuro baseados em uma viva esperança, o segredo também é Cristo. Tudo isto porque Aquele que É A VIDA, é “o mesmo hoje, ontem e eternamente”(Heb.13.8).

E tornando a chamar a minha atenção para aquela agitação, o Espírito me disse: “Nenhuma dessas pessoas sabe o que é a vida. E mesmo correndo atrás do dinheiro, a maior parte delas não consegue melhorar sua condição financeira, e as poucas que conseguem, acabam adoecendo fisicamente no processo ou o amor ao DINHEIRO (a ganância, a avareza), acaba destruindo as suas vidas. Assim, se você quer mesmo viver na prosperidade e no melhor que tenho para você, procure compreender de forma que você tenha bem firmado dentro de seu coração esta grande revelação do céu: Que CRISTO É A VIDA!”

“Qualquer de meus filhos que quiser viver na prosperidade financeira, esta é a lição básica que precisam aprender”, Ele acrescentou. Assim, pude compreender, como Paulo há dezenas de séculos atrás compreendeu, ao dizer “Para mim o VIVER É CRISTO e o morrer é lucro(Fp 1.21)”

Ter esse entendimento como parte de nossa edificação interior e firmar as nossas atitudes sobre ele, é o mesmo que descobrir que Jesus é o nosso prazer, gozo, contentamento, felicidade, alegria, prosperidade, isto é, que não necessitamos utilizar o dinheiro como instrumento de prazer. Assim, quando chega o dinheiro ele simplesmente ocupa o lugar que lhe é devido. Nada mais.

Ah, como precisamos entender que o dinheiro não poderá nos mudar em nada, pois a nossa felicidade é Cristo, com Sua paz, contentamento e amor oriundos do nosso relacionamento com Deus, porque isso é TUDO o que precisamos!

E se você quiser compreender o assunto “dinheiro”, e deseja prosperar financeiramente esse é precisamente o primeiro aspecto a ser considerado. É a primeira coisa que você precisa aprender: CRISTO É A SUA VIDA, e ponto!

Observe atentamente o seguinte texto:

“Alegrei-me sobremaneira no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado: o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado, como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de fartura, como de fome; assim de abundância, como de escassez (Fp 4:10,12)”

O que determinava o procedimento de Paulo não era o que possuía ou deixava de possuir, mas o fato de saber viver contente em toda e qualquer situação, independente da abundância ou da escassez; da fartura ou da pobreza. O que importava era o fato de ele já ter feito a grande descoberta de sua vida. Porquanto ele disse: “Para mim, o viver é Cristo. Aleluia!”.

Se a escassez ou a fartura modificar o nosso procedimento, é certo que o nosso viver ainda não é Cristo! Se o que determina se somos alegres ou tristes, felizes ou desanimados é o dinheiro, ou a falta dele, então ainda não descobrimos que O nosso viver é Cristo!

Mas voltemos para aquela “sala” de meditação. Ali, - quando o Espírito Santo está lhe ensinando a Palavra -, Ele lhe mostrará algo que infelizmente está arraigado no caráter da maioria de nós, e que nos impede de viver na prosperidade. Trata-se da avareza. E quando o Espírito de Deus lhe trouxer esse entendimento, Ele também lhe ensinará o que significa contribuir para a obra de Deus. Sim porque ministrar nossas finanças no Reino de Deus é muito mais do que contribuir religiosamente com o dízimo.

Na nova aliança Deus não trata conosco na base de dízimos, mas de “vínzimos”, “trínzimos” e…”túdimos”. Nessa “sala” de entendimento, você aprenderá a contribuir com liberalidade para o Reino de Deus. E somente a pessoa que já descobriu que Jesus é o seu prazer e que realmente cuida de cada detalhe de sua vida, está pronta para contribuir nesses termos, porque Deus ama a quem dá com alegria:

“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”(II Cor.9.7)

É, meu irmão, somente a partir do desenvolvimento do seu verdadeiro caráter, que inclui o contentamento, a alegria, prazer no seu Deus, é que você pode contribuir segundo propôs o seu coração. Sim porque nesse caso o seu coração é um guia seguro. É por isso que Paulo diz “segundo propôs o seu coração”, pois o seu espírito está firmado na verdadeira alegria e não na fraqueza do dinheiro.

Assim, sua oferta nunca será expressão da avareza, mas da generosidade (II Cor.9.5).

Pr. Eurípedes Soares

Um Servidor do Reino de Cristo

www.mesoares.com.br

MADAME GUYON

”eu desejo mais ardente é pincelar com cores genuínas a bondade de Deus para comigo e a profundidade de minha própria ingratidão - entretanto, isso é impossível, uma vez que inúmeras situações menores têm escapado à minha memória. Além do mais, tu expressas o desejo de que não tenho por que te dar uma minuciosa relação de meus pecados. Não obstante, tentarei deixar de lado o mínimo possível de faltas. Dependo de ti para destruí-las, uma vez que tua alma já absorveu aquelas verdades espirituais que Deus intentou, e a cujo propósito quero sacrificar todas as coisas. Estou plenamente convencida de Seus desígnios para tua vida, bem como para a santificação dos outros, e também para tua própria santifi cação. Permite-me certificar-te de que isso não se obtém a não ser por meio de dor, sofrimento e trabalho, e será alcançado por meio de uma vereda que decepcionará

profundamente tuas expectativas. Não obstante, se estiveres completamente convencido de que é sobre a esterilidade do homem que Deus estabelece Suas maiores obras, estarás, em parte, protegido contra a decepção ou surpresa. Ele destrói para poder edificar, pois quando está prestes a edificar Seu sagrado templo em nós, Ele primeiro arrasa totalmente esse fútil e pomposo edifício que as artes e os esforços humanos erigiram, e, de suas terríveis ruínas, uma nova estrutura é formada, somente pelo Seu poder. Ó, que tu possas compreender a profundidade deste mistério e aprender os segredos da conduta de Deus, revelados às criancinhas, mas ocultos aos sábios e grandes deste mundo, que se consideram os conselheiros
do Senhor, e capazes de investigar Seus métodos, e supõem que obtiveram essa divina sabedoria, oculta aos olhos de todos aqueles que vivem em si mesmos e estão envoltos em suas próprias obras. Quem, por um vivo engenho e elevadas faculdades, sobe ao Céu e pensa compreender a altura, profundidade e largura de Deus?
Esta sabedoria divina é desconhecida, mesmo para aqueles que passam pelo mundo como pessoas de extraordinário conhecimento e iluminação. Quem, então, a conhece, e quem nos pode revelar algumas de suas incógnitas? A destruição e a morte asseguram-nos que eles escutaram com seus ouvidos acerca de sua fama e renome. É, portanto, morrendo para todas as coisas, e estando verdadeiramente desatentos a elas, seguindo adiante em direção a Deus, e existindo somente Nele, que chegamos a algum conhecimento da verdadeira sabedoria. Ó, quão pouco se sabe de seus caminhos e de sua conduta para com os seus servos eleitos. Raramente descobrimos algo dela, mas, surpresos com a dissimile tudo existente entre a verdade recém-descoberta e nossas prévias idéias acerca dela, clamamos junto a São Paulo: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!” (Rm 11.33). O Senhor não julga as coisas como fazem os homens, que chamam o mal de bem e o bem de mal, e têm por justo o que é abominável aos Seus olhos, coisas que, segundo o profeta, Ele considera trapos imundos. Deus submeterá a estrito juízo estes que se justificam a si mesmos, e, como os fariseus, serão mais objetos de Sua ira do que objetos de Seu amor, ou herdeiros de Suas recompensas. Não é o próprio Cristo que nos assegura que “se a [nossa] justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais [entraremos] no reino dos céus” (Mt 5.20)? E quem dentre nós se aproxima a eles em justiça? Ou que, se vivermos na prática de virtudes, embora muito inferiores às deles, não somos dez vezes mais ostentosos? Quem não se agrada em contemplar-se a si mesmo como justo aos seus próprios olhos, e aos olhos dos outros? Ou quem é que duvida que tal justiça basta para agradar a Deus? Todavia, vemos a indignação de nosso Senhor manifestada contra eles. Aquele que foi o padrão perfeito em ternura e mansidão, como a que fluía do fundo do coração, e não como aquela mansidão fingida que, sob a forma de uma pomba, esconde o coração de um falcão. Ele se mostra severo somente com estas pessoas que se justificam, e as desonrou em público. Que estranha paleta de cores Ele utiliza para representá-las, enquanto sustenta o pobre pecador com misericórdia, compaixão e amor, e declara que só por ele foi que Ele veio, que era o enfermo que necessitava de médico; e que Ele só veio para salvar a ovelha perdida da casa de Israel.
Ó Tu, Manancial de Amor! Pareces de fato tão zeloso pela salvação dos que tens comprado que preferes o pecador ao justo! O pobre pecador, que se vê vil e miserável, é, por assim dizer, forçado a detestar-se a si mesmo; e, vendo que seu estado é tão horrível, e le se lança, em seu desespero, nos braços de seu Salvador, mergulha na fonte de cura e sai dela “branco como a neve”. Então, perplexo com o exame de seu estado de desordem, transborda de amor por Ele, que, tendo todo o poder, teve também a compaixão de salvá-lo - sendo o excesso de seu amor proporcional à enormidade de seus crimes, e a plenitude de sua gratidão, à extensão da dívida perdoada. Aquele que se justifica a si mesmo, apoiando-se nas muitas boas obras que imagina ter feito, parece segurar a salvação em suas próprias mãos e considera o céu como uma justa
recompensa para seus méritos. Na amargura de seu zelo, ele brada contra todos os pecadores e mostram as portas da misericórdia como que trancadas contra eles, e o Céu como um lugar ao qual eles não têm direito. Que necessidade têm tais pessoas, que se justifi cam a si mesmas, de um Salvador? Elas já têm a carga de seus próprios méritos. Ó, quanto tempo carregam a
carga lisonjeira, enquanto os pecadores, despojados de tudo, voam velozmente nas asas da fé e do amor para os braços de seu Salvador, que de graça lhes concede o que gratuitamente prometeu!
Quão cheios de amor próprio são os que se justificam a si mesmos, e quão vazios do amor de Deus! Eles se valorizam e se admiram em suas obras de justiça, que acreditam ser uma fonte de felicidade. Tão logo essas obras são expostas ao Sol da Justiça, descobrem que todas estão cheias de impureza e infâmia, e isso lhes aflige sobremaneira. Enquanto isso, a pobre pecadora,
Madalena, é perdoada porque ama muito, e sua fé e amor são aceitos como justiça. O inspirado Paulo, que tão bem entendeu estas grandes verdades e tanto as investigou, assegura-nos que “isso [a fé de Abraão] lhe foi também imputado para justiça” (Rm 4.22). Isso é de fato precioso, pois é certo que todas as ações daquele santo patriarca foram estritamente justas; porém, não.
as vendo assim e estando livre do amor para com elas, e despojado de egoísmo, sua fé foi fundada sobre o Cristo que haveria de vir. Esperou Nele mesmo contra a própria esperança, e isso lhe foi imputado para justiça (Rm 4.18, 22), uma pura, simples e genuína justiça, feita por Cristo, e não uma justiça feita por si mesmo, e tida como sua justiça. Talvez penses que isso seja uma grave digressão do assunto, porém ela nos leva, inconscientemente, a ele. Mostra que Deus realiza Sua obra em pecadores convertidos, cujas iniqüidades do passado servem de contrapeso para seu engrandecimento, ou em pessoas cuja justiça própria Ele destrói, derrocando por completo.
o orgulhoso edifício que ergueram sobre um alicerce arenoso, e não sobre a Rocha - CRISTO.
A instauração de todos estes fins, para cujo propósito Ele veio ao mundo, efetua-se pela visível destruição dessa mesma estrutura que, na realidade, Ele erigiria. Por meios que parecem destruir a Sua Igreja, Ele a estabelece. De que estranha forma Ele funda a nova dispensação e lhe dá Seu beneplácito! O próprio Legislador é condenado pelos versados e poderosos como um malfeitor, e morre uma morte ignominiosa. Ó, que entendamos na íntegra quão oposta é nossa própria justiça aos desígnios de Deus - seria um assunto de humilhação sem fi m, e deveríamos ter uma verdadeira desconfiança daquilo que, neste momento, constitui toda a nossa dependência
Partindo de um amor justo, próprio de Seu supremo poder, e de um zelo idôneo pela humanidade, que atribui a si mesma os dons que Ele mesmo concede, aprouve a Deus tomar uma das mais indignas criaturas da criação para tornar conhecido o fato de que Suas graças são os frutos de Sua vontade, e não os frutos de nossos méritos. É próprio de Sua sabedoria destruir o que está construído com orgulho e construir o que está destruído; fazer uso de coisas fracas para confundir os poderosos e empregar para Seu serviço aquele que parece vil e desprezível.
Isso Ele faz de uma forma tão surpreendente que chega a transformá-los nos objetos do escárnio e desprezo do mundo. Não é para atrair sobre eles a aprovação pública que Ele faz deles instrumento para salvação dos outros, mas para torná-los objetos de seu desgosto e súditos de seus insultos; como verás nesta vida sobre a qual tenho o encargo de escrever.”

(Extraído do site www.editoradosclassicos.com.br - Auto Biografia de Madame Guyon - Editora dos Clássicos)

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